A nossa viagem à Ilha de São Miguel (Açores)

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Depois de passarmos da Ilha Terceira para São Miguel num aviãozinho minúsculo da Sata (e por sinal caro –  a viagem foi mais cara que a ida ou o regresso para Lisboa), aterrámos em São Miguel com imensa vontade de explorar.

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Ao contrário da Terceira, em São Miguel optámos por um hotel melhorzinho, porque íamos ficar mais dias. Ficámos no Lince Hotel pelo chamariz da piscina interior aquecida, mas não se deixem enganar: o espaço é bastante velho e mal cuidado e de aquecido tem muito pouco… Tendo em conta o preço se calhar até não devíamos esperar mais, mas não vão a achar que vale a pena só pela piscina, porque não vale. Deixámos as coisas no quarto e fomos explorar.

Ponta Delgada

As portas da cidade, a igreja matriz, o jardim botânico e a marina são as grandes atracções da cidade. No entanto, se tiverem o tempo contado ficam a conhecer quase tudo no caminho para o jantar ou para o almoço. Isto se forem como nós 😉

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As Lagoas

Há três lagoas que não podem perder: a Lagoa do Fogo (mais próxima de Ponta Delgada), a Lagoa das Sete Cidades e a Lagoa das Furnas.

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Todas elas são lindíssimas mas a das sete cidades bate aos pontos. O tempo está sempre a mudar, numa ponta da ilha está calor na outra a chover e por isso é impossível saber quando as lagoas não estão sobre nevoeiro. Uma técnica que utilizámos foram… rufar de tambores… as instastories! Estar atentos ao que ia sendo publicado com a localização das lagoas para perceber realmente como estava o tempo lá. Apesar de todas as técnicas não vimos as lagoas com sol, mas da próxima vez não nos escapa!

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De destacar o hotel abandonado ao pé da Lagoa das Sete Cidades (vale muito a pena subir e ver a vista lá de cima) e descer mesmo às Sete Cidades!

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Os miradouros

Enquanto andam na estrada, de cinco em cinco minutos vão ver um sinal de miradouro.  Ao início param em todos, mas passado algum tempo vão começando a ficar mais selectivos – são mesmo muitos!!

Há dois que não podem mesmo mesmo perder. O Miradouro da Boca do Inferno (cuidado, consultem o horário pois muda consoante a época do ano) e o da Nossa Senhora do Monte.

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Por fim, um segredo que nem vem no mapa e que descobrimos por acaso: o Pico São Bartolomeu, que deve ser dos mais altos da ilha. Mais não dizemos, vão lá ver!

As furnas

E nem só de cozido são feitas as furnas  A visita às ditas furnas é surpreendente! Incrível como é possível aquela água estar sempre a borbulhar, aquele fumo que mais parece nevoeiro e aquele cheiro a enxofre que nos entra pelas narinas a dentro…

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Há ainda outra zona de águas quentes já mesmo no mar, a Ferraria. Vale muito a pena a visita e as águas. É como entrar no mar e terem ligado o esquentador!

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Ainda no tópico de banhos, infelizmente a Caldeira Velha estava fechada para obras, então fomos ao Parque Terra Nostra. A entrada diária são 8€, e vale cada cêntimo! Acabámos por passar uma tarde inteira neste parque, a usufruir das águas quentinhas mas ferrosas. Para os mais comichosos, provavelmente não vai ser a melhor experiência, pois realmente a pele fica cor-de-laranja e é como estar a nadar num lago cheio de lama… só que não é lama! Outro aviso importante: levem toalhas e fatos de banho /calções velhos pois com o ferro e as altas temperaturas é normal que não fiquem impecáveis.

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Gostámos tanto deste Parque Terra Nostra que acabámos por voltar no dia da despedida, para matar saudades.

O nordeste

O nordeste da ilha é o lado “menos interessante”. É bonito na mesma, mas depois de lagoas lindíssimas e furnas surpreenderdes, esta zona é “só” bonita. No entanto, se tiverem tempo, aconselhamos a fazerem a volta à ilha e a irem parando nos inúmeros miradouros que aparecem pelo caminho.

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As estufas de ananases, a fábrica de chá e de licores

Um dos alimentos mais populares nos Açores é sem dúvida o ananás. Por isso, visitem a Estufa de São António! São super simpáticos, têm uma visita guiada que explica tudo sobre como se produz um ananás dos Açores biológico (sabiam que demora 2 anos para cada um estar pronto a comer?!) e no final podem comprar gelado, o próprio fruto ou ainda outros produtos de ananás. É uma excelente experiência!

Outra paragem obrigatória é a Fábrica de Chá Gorreana, onde podemos ver todo o processo de produto completamente artesanal e ainda provar gratuitamente chá verde e chá preto.

Quanto à fábrica de licores, visitámos a Senhora do Capote. Não achámos assim tão interessante, até porque os preços na fábrica são mais caros do que em muitos outros sítios onde depois vimos esses mesmos licores…

Os restaurantes

E chegamos à nossa parte preferida! Tínhamos os dias limitados e acabámos por não visitar todos os restaurantes que nos foram sugerindo ao longo da viagem, mas ficarão certamente para uma próxima visita. Fora de Ponta Delgada, fomos apenas ao Miroma, para experimentar o cozido das furnas – muito bom por sinal!

Na cidade, fomos ao Mercado da Colmeia, na Marina, comer um bife de alcatra açoreana e provar doces típicos; à Taberna Açor, onde comemos uma alheira de Santa Maria e uma mousse de ananás divinais; e – guilty pleasure!!! – ao mexicano Arriba, que apesar de não ser tradicional foi excelente.

O maior destaque vai – SEM QUALQUER DÚVIDA – para A Tasca, restaurante que repetimos (e isto não é nada habitual!) e onde voltaríamos ainda hoje. Um serviço fantástico, dos mais simpáticos que tivemos nos últimos tempos, comida deliciosa e onde não temos nada a apontar, carta diversa e um preço muito acessível. O único senão? Se lá querem ir marquem de um dia para o outro, porque apesar de estar aberto até às 2 da manhã, tem sempre fila de espera.

Foram uns excelentes 5 dias passados em São Miguel, que queremos certamente repetir no Verão, com mais sol, menos nevoeiro, e as ruas floridas de hortênsias.

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