ÚLTIMO PORTO

ÚLTIMO PORTO

Último Porto? Foi a (primeira e) última vez!

Passei o Verão todo (qual Verão?!) a ouvir falar do Último Porto. O restaurante mesmo em cima do rio que só abria aos almoços e estava sempre cheio de jornalistas, políticos, etc.. O restaurante que servia dos melhores peixes grelhados de Lisboa. Mas só depois do Verão ter acabado (oi?!) é que acabei finalmente por lá ir almoçar. E não fiquei fã…

Sexta-feira com bastante mais calor do que esteve durante o mês de Agosto, hora de almoço. Resolvemos ir a pé porque estamos perto. Para isso, temos de passar a pequena ponte móvel, que logo naquela altura está recolhida porque está a passar um barco. E nós ao sol.

Quando chegamos ao restaurante (cheio), a primeira grande decisão: ficamos na esplanada, que é rodeada de contentores metálicos, ou no “interior”, onde podemos ver o rio através das grades? Escolhemos a gaiola.

Com uma fauna que oscila entre “tias”, engravatados e trabalhadores do porto, o serviço é bastante mais orientado para os primeiros dois grupos. Chamamos, esperamos, fazemos sinais, esperamos, desesperamos… e lá somos atendidos. E isto de todas as vezes que precisámos pedir alguma coisa.

Primeiro chega a sangria, péssima ao ponto de pedirmos um jarro de vinho e cerveja para misturar e dar-lhe algum álcool e sabor.
Depois chegam os peixes na grelha que pedimos (salmão, robalo e dourada), todos bastante bons sem serem excelentes e nem perto do melhor que já comemos em Lisboa. Piores eram os acompanhamentos, com uns miseráveis grelos secos, duros e sem saberem a nada. Daqueles que ficam todos na travessa.
Outra decisão na hora das sobremesas: pedir ou não pedir? Mas como estávamos tão desolados, resolvemos arriscar. E fizemos bem, porque o pudim é saboroso, o leite creme safa-se bastante bem e o arroz doce é excelente.
E isto deixou-nos satisfeitos até ao café, que ganha o prémio para o café mais queimado que já me serviram. Sim, daqueles que fica todo na chávena.

No final até a conta demorou a chegar à mesa, isto enquanto nós (e todas as outras pessoas à volta) éramos comidos por moscas. Provavelmente mais satisfeitas com a refeição…
E por falar em conta, bastante exagerada para o que comemos.

Enquanto fazíamos o caminho de volta para o escritório, bastante chateados, comentávamos acerca de outros restaurantes que conhecíamos muito mais baratos e com peixe bastante melhor. Daqueles a que voltamos regularmente.

Preço Médio: 17€ pessoa (com sangria e sobremesa)

Informações & Contactos:
Estação Marítima da Rocha do Conde de Óbidos | 1350-052 Lisboa | 213979498

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