RESTAURANTE CHINÊS BOA SORTE

RESTAURANTE CHINÊS BOA SORTE

Um restaurante chinês tradicional, sem tirar nem pôr.

Numa altura em que a moda é haver restaurantes asiáticos no geral, que misturam pratos emblemáticos de vários países desse continente tão vasto… é sempre complicado escrever sobre um “simples” restaurante chinês. Um daqueles restaurantes chineses que conhecemos desde sempre, com o mesmo tipo de decoração, o mesmo tipo de empregados, o mesmo tipo de pratos, o mesmo tipo de sabores. Daqueles que, pelo menos a mim, me apetece mesmo ir de vez em quando, para matar saudades.

Ora, o Restaurante Chinês Boa Sorte (em Oeiras, mesmo nas traseiras do Centro Comercial Palmeiras) enquadra-se na perfeição neste contexto. É um chinês tradicional, daqueles que parecem vir pré-fabricados sabe-se lá de onde, com o mesmo tipo de mobiliário, os mesmo vidros decorados nas paredes, tudo igual. Já vimos este restaurante em muitos outros restaurantes, assim como já vimos esta ementa vezes sem conta. Por isso, aquilo que faz o Boa Sorte estar completamente cheio num dia de semana ao jantar terá de ser mais do que isso…

Na ementa também não encontramos grandes novidades, nem sequer aqueles pratos mais “modernos” chineses, que vemos nos restaurantes asiáticos que vão abrindo por aí. Aqui temos os chop sueys, os chao mins, os pratos com amêndoas ou com molho de ostras. Enfim, aqueles que podemos pedir pelo número.

Para começar, e porque faz parte da tradição de um japonês clássico (uma tradição que nos acompanha desde os tempos da adolescência), as Óstias de Camarão e, claro, os Crepes. Tudo muito simples, sem nada a destacar, mas comemos e gostamos, porque são sabores que conhecemos. A acompanhar também o mesmo de sempre: cerveja ou vinho verde.

Depois, nos pratos principais, também não há grandes invenções. Até porque este tipo de restaurantes chineses foram quase pioneiros na óptica de partilha de pratos, porque basicamente cada um pede o seu e vamos tirando sempre um bocado dos outros. No caso dos pratos com molhos, a verdade é que parece tudo mais ou menos igual, mas com proteínas diferentes. Só que, e volto a reforçar, faz parte da tradição! 😉

O Pato à Pequim é sempre um dos pedidos, e muito honestamente foi o menos bem conseguido dos quatro pratos que nos chegaram à mesa. Muito por causa do pato, demasiado seco. Muito melhor a Caçarola com 3 Delícias, que é basicamente um salteado de porco, frango e camarão… mas servido numa caçarola em vez de uma travessa. Ao lado, na foto em baixo, estão as Gambas com Cogumelos, cheias da mesma molhanga habitual, que parece nunca ter mudado ao longo dos anos. Neste tipo de restaurantes, a tradição ainda é o que era.

O quarto prato da mesa foi o Chop Suey de Porco, que é um chop suey de porco, sem tirar nem pôr. As doses são do tamanho habitual neste tipo de restaurantes, por isso nem podemos pegar por aí. Ou seja, a decisão para ir ao Boa Sorte em vez de a outro restaurante chinês tradicional qualquer tem única e exclusivamente a ver com a proximidade e com a nossa habituação. Sendo que não há nenhum problema com isso.

E nenhum jantar num chinês deste tipo termina sem uma sobremesa, que geralmente oscila entre o Gelado Frito com Rum ou a Banana Frita com Rum. Aqui éramos quatro pessoas, por isso pedimos os dois. Ambos a cumprirem o seu objectivo, que é fechar a refeição com uma nota doce. E, claro, ver o empregado a pegar fogo ao rum – sim, podemos ter a idade que tivermos, mas nesse momento sentimo-nos crianças a ver este ritual pela primeira vez. 🙂

No final do jantar, e só para não variar mesmo nada, pagamos pouco. Como é habitual em restaurantes chineses deste registo. O Restaurante Chinês Boa Sorte é, no fundo, tudo aquilo que já sabíamos que ia ser, e escolhemos ir lá exactamente porque era isto que nos apetecia. Porque há dias em que simplesmente não queremos pensar nem comer nada muito elaborado.

No caso do Boa Sorte, e a julgar pela experiência, é claramente um restaurante de bairro, onde todo o tipo de gente vai jantar, por causa do preço e, claro, porque não há nada a apontar à comida. Há um chinês destes em cada bairro e ainda bem, porque as modas podem ir e vir, mas os “clássicos” nunca deixam de ser clássicos.

Preço Médio: 15€ pessoa (com cerveja)
Informações & Contactos:

Rua José Régio, 1 | 2780-129 Oeiras | 21 457 10 56

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