RESTAURANTE OCEANÁRIO (Peniche)

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… pelo menos tem vista para o mar.

 

Culpamos parcialmente a Tasca do Joel pelo almoço muito fraquinho que tivemos no Oceanário. Porque antes da mudança de planos fomos duas vezes até à Tasca do Joel e a simples resposta que tínhamos de esperar foi tão mal educada (das duas vezes, no espaço de 1h30) que resolvemos que não íamos voltar a terceira vez. Ainda lá vamos um dia, mas naquele Sábado só quisemos sair dali antes de entrar pelo mesmo caminho da á educação. Enfim, um dia escrevemos acerca disso…

Mas enfim, estávamos em Peniche, onde um de nós tinha algumas recordações de infância. E quando foi preciso procurar outro restaurante, o Oceanário surgiu como um resultado de memórias boas! E ainda por cima com vista para o mar? Ora então vamos lá a isso!

Pois que já escrevi algumas vezes acerca desta questão das memórias – relativamente aos restaurantes – e de como elas nos podem trair. Ou antes, de como podemos perceber que a nossa infância era uma época diferente e que agora temos uma forma distinta de ver as coisas… E que geralmente saímos desiludidos destes sítios.

A expectativa em relação ao Oceanário nem era grande, mas estamos em Peniche, por isso esperávamos peixe fresco, variado e bem cozinhado. Não é pedir muito, pois não? 

A primeira decepção é uma simples salada de polvo, que literalmente tem mais pedaços de cebola que pedaços de polvo (e cortados quase do mesmo tamanho). Empapada, nada puxada ao azeite, uma tristeza. Que se segue com uma tristeza ainda mais triste, a Sopa Rica do Mar. Que de rica tem quase nada, tal é a falta de peixes, mas que falha principalmente no sabor e na textura. Demasiado aguada, pouco ou nada apurada, e com pouca hortelã. Que pena…

E se a sopa saiu ao lado, a Caldeirada foi pelo mesmo caminho. Caldeirada era um daqueles pratos a que eu torcia o nariz em casa dos meus pais e que agora aprendi a gostar… mas quando é bem feita!

Ora, a Caldeirada do Oceanário tem o mesmo problema da sopa: falta-lhe sabor, falta-lhe alma. Ok que tem alguma variedade de peixe (nenhum marisco, mas isso deixo passar), mas o principal numa caldeirada é a forma como está temperada. Aqui não há sal quase nenhum, e nem depois de acrescentar muito molho picante (muito mesmo) conseguimos um sabor acima da média. Uma falta de tempero que dá cabo de um prato simples.

Felizmente o que tiramos de bom do almoço no Oceanário é um simples peixe grelhado. Linguado, porque nos dizem que está bom, e a verdade é que está mesmo. Bom, saboroso, puxado ao sal, muito bem trabalhado na grelha. Se soubéssemos antes, tínhamos ficado só pelo peixe grelhado.

Mas se o peixe grelhado se destaca pela positiva, as sobremesas voltam a baixar a fasquia. O bolo de bolacha não é mau, mas é demasiado “artificial”, com pouco sabor a café e com o creme pouco… cremoso. E o quindim é um pouco melhor, mas ainda assim está longe de ser dos melhores que já comemos. 

Lá está… nem sempre (ou quase nunca!) aquelas recordações que temos da infância se tornam surpresas positivas quando somos adultos. No que respeita a restaurantes, raramente isso nos aconteceu. E este Oceanário não foi a excepção à regra. Mas mais do que não estar à altura das expectativas, o que nos desiludiu mais no Oceanário foi a falta de alma que sentimos na comida. E nem estamos a falar de pratos complexos mas sim coisas simples. 

Na próxima ida a Peniche tentamos novamente a Tasca do Joel. Ou não.

 

Preço Médio: 23€ pessoa (com vinho da casa)
Informações & Contactos:
Avenida do Mar, 74 | 2520 Peniche | 262 785 697

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